
Guardas municipais realizaram nesta segunda-feira (13), manifestações para denunciar a presença de servidores comissionados sem concurso ocupando cargos de chefia dentro da corporação, enquanto agentes de carreira afirmam não receber reajuste salarial.
Segundo os manifestantes, a antiga gestão municipal teria prometido aumento nos vencimentos antes da posse da atual administração. A categoria também reclama de mudanças na jornada de trabalho, redução salarial e supostas perseguições praticadas por um secretário ligado à Guarda Municipal.
Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc) informou que todos os guardas ingressaram por concurso para cumprir carga horária de 40 horas semanais, mas que a atual gestão atendeu ao pedido da categoria pela escala de 12×60, equivalente a 30 horas semanais, enquanto seguem as negociações.
A secretaria afirmou ainda que, com a entrada de aproximadamente 370 novos guardas municipais, não há necessidade de realização de horas adicionais. A pasta destacou investimentos na corporação, como renovação da frota, aquisição de armamentos, uniformes e equipamentos.
Sobre o episódio ocorrido no quartel no último dia 30 de abril, a Semusc declarou que o impedimento da saída de viaturas e a coação contra autoridades configuram infrações disciplinares e crimes previstos no Código Penal. Segundo a pasta, a análise da suspensão do porte de arma dos envolvidos é uma medida administrativa preventiva.