Investigação
Família suspeita de trombose ou edema pulmonar, mas ainda aguarda o laudo técnico que deve confirmar a causa da morte
Sofia foi levada até a residência da família após sentir dores na perna (Foto: reprodução / Redes Sociais)
Em um relato emocionante publicado no domingo (10/5), Dia das Mães, Yara Castro Franceschini utilizou as redes sociais para homenagear a filha, Sofia Rezende Cândida de Castro, de 17 anos, que morreu após um mal súbito em Anápolis. A mulher rebateu boatos sobre as causas do óbito. Ao descrever o desespero da família diante da tragédia, a mãe foi enfática ao negar que a filha fez uso de substâncias entorpecentes. “Ela não estava alcoolizada e nem drogada”.
Sofia faleceu em uma residência no bairro Vila Santa Maria após sofrer um mal-estar súbito, e o caso agora é investigado pela Polícia Civil de Anápolis.
Visivelmente abalada, Yara relatou que Sofia havia saído para um bar que costumava frequentar. Segundo informações repassadas por amigas à família, a adolescente queixou-se de uma dor aguda na perna antes de perder a consciência. “As amigas me contaram que ela reclamou de uma fisgada na perna. Logo depois, questão de minutos, ela pisou em falso e caiu, já desmaiando e sentindo fortes dores. Ela transpirava bastante, ficou bem pálida e já não conseguia andar direito”, relembrou a mãe.
A menina foi levada até a residência da família por acompanhantes. Yara descreveu o momento em que tentou socorrer a filha, acreditando inicialmente tratar-se de um mal-estar comum: “Eu achei que era bebida. Fui dar um banho nela e ela desmaiou nos meus braços… e ela já não voltou mais”, lamentou.
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Defesa da imagem da vítima
Um dos pontos centrais do desabafo de Yara foi o esclarecimento sobre o estado da adolescente. A mãe fez questão de afastar rumores sobre o uso de substâncias, “Eu só quero esclarecer que ela não estava drogada, ela não estava bêbada. Ela ingeriu acho que uns dois copos de cerveja, mas ela não estava alcoolizada e nem drogada.”
A família agora aguarda laudos periciais para confirmar a causa da morte. Entre as suspeitas levantadas pela mãe, estão complicações clínicas súbitas: “A gente não sabe ainda ao certo o que aconteceu, a gente desconfia de uma trombose, de uma trombofilia ou de um edema pulmonar, mas não tem nada definido”, explicou.
Investigação
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas a jovem já não apresentava sinais vitais quando a equipe chegou.
A Polícia Civil de Goiás segue com o inquérito aberto para esclarecer os fatos. O objetivo é determinar se houve qualquer fator externo que contribuiu para o óbito ou se a morte ocorreu por causas naturais. Yara finalizou a homenagem ressaltando o impacto da perda: “Infelizmente, nesse momento, eu descobri o quanto a Sofia era amada. No Dia das Mães, eu tenho que gravar um vídeo falando da morte da minha filha, do meu primeiro amor.”
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