O Centro de Iluminação Cristã Luz Universal – Alto Santo é um dos maiores símbolos da cultura, fé e religiosidade acreana e mantém inúmeras tradições que atravessam gerações que se estabelecem como parte da identidade do Acre. A representante do Alto Santo, Peregrina Gomes Serra, formalizou nesta sexta-feira, 8, o pedido de abertura do processo de tombamento e reconhecimento do Sítio Histórico do Alto Santo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
A solicitação foi apresentada à superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Acre. Durante a cerimônia, também foram entregues cópias do memorial descritivo do sítio histórico, documento que reúne informações sobre a relevância do local.
Tombado em 2006 como patrimônio histórico pelo Estado e pelo Município de Rio Branco, o sítio abriga a antiga residência e o túmulo de Mestre Irineu, maranhense que chegou ao Acre em 1912 e fundou a doutrina do Daime, unindo elementos da tradição amazônica à espiritualidade e à religiosidade popular.
Segundo o presidente da FEM, Matheus Gomes, o Mestre Irineu é uma das figuras mais importantes da história do Acre, e o Alto Santo representa um espaço sagrado para milhares de pessoas. Para o gestor, por isso, é fundamental que o Estado esteja presente de forma constante em sua preservação e valorização.
“Enquanto governo do Acre, também estamos aqui para garantir que a história e a memória do nosso povo sejam reconhecidas em todos os âmbitos da nossa sociedade”, afirmou Gomes.
Além disso, o presidente destacou que o reconhecimento do espaço como patrimônio cultural do Brasil representa a preservação das tradições para as futuras gerações, além de assegurar que o sítio histórico e sua importância permaneçam vivos na memória da sociedade. “É sobre garantir e preservar o que nós temos de melhor, que é a nossa história e a nossa cultura”, completou.
O porta-voz do Alto Santo, Antônio Alves, pontuou que o local passou a ter grande relevância histórica e cultural para o Acre desde a chegada de Irineu Serra ao território acreano.
“A partir de então, começaram a se reunir moradores e seguidores, formando um sítio histórico de relevância internacional. Recebemos visitas de pessoas do mundo inteiro e é preciso que o poder público municipal, estadual e federal reconheça essa importância”, frisou.
Alves também declarou que a expectativa é positiva quanto à aceitação do pedido pelo governo federal. Segundo ele, o reconhecimento já concedido pelo Estado e pelo Município fortalece o processo junto ao Iphan. “Por conta do histórico que já temos aqui e pelo reconhecimento estadual e municipal, fica mais fácil para o Iphan aceitar e reconhecer a importância deste local”, finalizou.