O ex-governador do Acre, Gladson Camelí, se pronunciou neste sábado, 9, por meio de um vídeo nas redes sociais, acerca de sua pré-candidatura ao Senado Federal após ser condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), na última quarta-feira, 6, há 25 anos e nove meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e fraude em licitações.
Com a decisão, Gladson Camelí está inelegível pela Lei da Ficha Limpa, o que deve comprometer a sua candidatura formal nas eleições de 2026. A defesa do ex-governador ainda pode recorrer, tanto no STJ como no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Meus amigos, eu aguardei alguns dias para ter essa conversa, que deve ser calma tranquila e verdadeira, sobre tudo que tem sido falado sobre a minha candidatura ao Senado. Primeiro, qualquer pessoa pública está sujeita a processos e investigações, e estou me defendendo com muita confiança e tranquilidade. Tivemos um resultado ruim no STJ, mas essa decisão não é definitiva e não é um ponto final”, destacou.
Gladson Camelí pontuou que o próprio STF alegou que as provas utilizadas no processo eram ilegais e que irá utilizar o direito de recorrer. “Temos o direito de recorrer ao próprio STJ e, inclusive, o Supremo, que já nos deu ganho de causa na anulação das acusações obtidas de forma ilegal”, acrescentou.
Camelí ainda reforçou que acredita na confiança depositada pela população e no reconhecimento ao trabalho feito durante a sua gestão.
“Tudo que fizemos pela nossa população foi feito com trabalho, honestidade e transparência, e o que estão fazendo contra mim é perseguição política, e sei que com a proximidade das eleições, muitos interesses estão em jogo e tem gente que se acha poderosa, mas as eleições são apenas em outubro. Iremos continuar com toda garra e confio na Justiça, mas confio mesmo é no seu julgamento pelo voto”.