Quase quatro em cada dez famílias acreanas recebem o Bolsa Família. O dado coloca o Acre entre os estados brasileiros com maior proporção de domicílios atendidos pelo programa social, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira, 8, pelo IBGE.
De acordo com o levantamento, 38,6% dos lares do estado recebem o benefício federal. O Acre aparece na nona posição nacional entre as unidades da federação com maior alcance do programa.
Na Região Norte, apenas Pará e Amazonas apresentam índices maiores. O Pará lidera o ranking nacional, com 46,1% dos domicílios beneficiados, seguido do Maranhão, com 45,6%, e do Piauí, com 45,3%.
Os dados fazem parte do levantamento sobre rendimento e programas sociais realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A pesquisa mostra ainda que a presença de programas sociais continua mais forte nas regiões Norte e Nordeste do país. Enquanto no Norte 38,8% dos domicílios recebem algum tipo de benefício social, no Nordeste o percentual chega a 39,8%.
Número de famílias atendidas caiu no país
Em nível nacional, cerca de 18 milhões de famílias receberam dinheiro de programas sociais em 2025.
Segundo o IBGE, isso representa uma redução em relação a 2024, quando 23,6% dos domicílios brasileiros eram atendidos por algum programa assistencial. Em 2019, antes da pandemia, o percentual era de 17,9%.
Durante a pandemia de covid-19, o número de famílias beneficiadas chegou a 22,2 milhões, equivalente a 31,4% dos domicílios do país.
O IBGE atribui a redução mais recente ao aquecimento do mercado de trabalho e ao aumento da renda da população.
Além do Bolsa Família, o levantamento considerou benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, além de auxílios estaduais e municipais.
Valor médio dos benefícios
A pesquisa aponta que o rendimento médio proveniente de programas sociais foi de R$ 870 em 2025, praticamente estável em relação a 2024, quando era de R$ 875.
Já na comparação com 2019, o valor teve crescimento real de 71,3%, já descontada a inflação do período.
Segundo o levantamento, famílias beneficiadas por programas sociais têm rendimento médio mensal por pessoa de R$ 886. Nos domicílios sem benefícios, a renda média chega a R$ 2.787 por pessoa.