COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT
Ex-governador fala da pré-campanha presidencial durante encontro com lideranças políticas no Sudoeste goiano
Ronaldo Caiado discursa durante o encontro “Pra Frente Goiás”, realizado neste sábado, em Rio Verde (Foto: divulgação)
“Eu vou tirar o ladrão da Presidência e vou resgatar a ordem constitucional no país.” A declaração foi feita pelo ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, neste sábado (9/5), durante o encontro “Pra Frente Goiás”, realizado em Rio Verde, no Sudoeste goiano.
Ao fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Caiado afirmou que pretende disputar o Palácio do Planalto defendendo uma política de combate à corrupção, fortalecimento da segurança pública e articulação com estados e municípios.
Durante o discurso, o ex-governador também mencionou a formação em medicina e disse que o Brasil precisa de alguém para “curar essa doença grave que abate sobre o nosso país”. Caiado afirmou que, após Juscelino Kubitschek, poderá ser “o segundo presidente médico do Brasil”.
Diante de prefeitos, parlamentares e apoiadores, Caiado destacou os índices de aprovação da gestão em Goiás e afirmou deixar o governo com “88% de aprovação”. Segundo ele, o resultado é consequência das ações nas áreas de segurança pública, saúde, educação e assistência social. “Até quem não votou em nós reconheceu que o governo foi bem administrado”, declarou.
O ex-governador também reforçou apoio à pré-candidatura de Daniel Vilela ao governo de Goiás em 2026. Segundo Caiado, a eleição do aliado em primeiro turno ajudaria no fortalecimento da campanha presidencial no segundo turno.
Ao abordar segurança pública, Caiado voltou a defender uma política mais rígida de enfrentamento ao crime. “O bandido muda de profissão, muda do Brasil, porque a mão do Caiado é pesada e não admite bandido”, afirmou.
Durante o encontro, Caiado disse ainda que a pré-campanha tem ampliado diálogo com lideranças políticas, representantes do agronegócio e setores religiosos em diferentes regiões do país. Em outro trecho do discurso, voltou a associar a imagem ao setor produtivo e se definiu como “agro-raiz”.
“Eu vou governar com governadores e governadoras, prefeitos e prefeitas do país”, declarou ao encerrar a fala.