
O dólar encerrou esta quarta-feira (6) em leve alta de 0,18%, cotado a R$ 4,9207, após perder força na reta final do pregão com a melhora do ambiente externo.
A moeda chegou a atingir R$ 4,9352 pela manhã, mas reduziu o ritmo de avanço ao longo do dia, acompanhando o aumento do apetite ao risco no exterior. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre negociações com o Irã contribuíram para aliviar as tensões no mercado.
Apesar de ter começado o dia em queda, quando chegou a romper o nível de R$ 4,90, o dólar passou a operar em alta na maior parte da sessão, em movimento contrário ao observado no cenário internacional.
Análise dos Fatores por Trás da Oscilação do Dólar
Segundo analistas, o comportamento do câmbio foi influenciado pela atuação do Banco Central, que realizou leilão de swaps cambiais reversos, além de ajustes após a recente sequência de valorização do real.
Outro fator que pesou foi a forte queda nos preços do petróleo. A commodity recuou após sinalizações de melhora nas condições de navegação no Estreito de Ormuz e expectativas de avanço nas negociações envolvendo o Oriente Médio.
Cenário Atual e Perspectivas Futuras para o Câmbio
Ainda assim, mesmo com a alta no dia, o dólar segue em trajetória de queda no acumulado recente. Na semana, a moeda ainda apresenta recuo, enquanto no ano as perdas já passam de 10% frente ao real.
Dados divulgados pelo Banco Central também mostram entrada de recursos no país ao longo de abril, o que ajuda a sustentar a moeda brasileira.
A avaliação de especialistas é que o real continua beneficiado pelo fluxo externo e pelo diferencial de juros, embora episódios pontuais, como intervenções no câmbio ou oscilações no preço do petróleo, possam provocar ajustes no curto prazo.
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