Após ataque em escola, governo define plano de ação para reforçar segurança na rede estadual do Acre


Após o ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) definiu, nesta quarta-feira, 6, um plano de ação com medidas que devem orientar o enfrentamento à violência nas escolas da rede estadual.

As estratégias foram discutidas durante reunião realizada na sede da SEE e incluem atuação integrada com as forças de segurança do Estado, por meio do Observatório de Segurança Escolar, que reúne órgãos como Polícia Militar (PM), Ministério Público do Acre (MPAC) e demais instituições ligadas à segurança pública.

Orientações para retorno das aulas

Entre as ações previstas está a realização de um encontro presencial e on-line com todas as equipes gestoras da rede pública de ensino na próxima sexta-feira, 8. A proposta é alinhar protocolos e repassar orientações para o retorno das aulas, marcado para segunda-feira, 11.

Segundo a SEE, o núcleo de psicologia também participará das orientações, principalmente no acolhimento de estudantes e profissionais impactados pelo atentado.

Os gestores escolares ainda receberão orientações para identificação de possíveis alterações de comportamento entre alunos, além de informações sobre os protocolos de segurança que serão adotados em parceria entre as áreas da Educação e da Segurança Pública.

Acompanhamento do MEC

Outra medida anunciada é a chegada de uma equipe do Ministério da Educação (MEC) a Rio Branco para acompanhar a situação no Instituto São José. O grupo deve prestar assistência e colaborar nas ações de suporte após o ataque.

De acordo com a SEE, o próprio MEC reconheceu as ações preventivas já desenvolvidas pelo Estado na área de segurança escolar.

“A escola precisa e vai continuar sendo o nosso principal território de proteção, acolhimento e aprendizagem. Para garantir que esse espaço permaneça pacificado, já estabelecemos um alinhamento rigoroso e ininterrupto entre as forças de Segurança Pública e a Secretaria de Educação”, afirmou o secretário de Estado de Educação e Cultura, Reginaldo Prates.



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