Segundo investigações da Polícia Civil do Distrito Federal, no período apurado, o grupo movimentou cerca de R$ 11 milhões com o esquema.
Uma casa no bairro Anil, em São Luís, foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (6), durante uma operação interestadual contra a divulgação ilegal de sites de aposta. A força-tarefa teve coordenação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), e contou com apoio da Polícia Civil do Maranhão e de outros cinco estados.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados. Além do Distrito Federal e do Maranhão, os policiais também atuaram em Goiás, São Paulo, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia.
Segundo as investigações, o esquema funcionava de maneira estruturada, com uma organização criminosa que contava com divisão de tarefas, uso de tecnologia para ocultação de identidade e utilização de contas falsas para simular ganhos e induzir as vítimas ao erro, principalmente através das redes sociais.
Ainda de acordo com a PCDF, no período investigado, o grupo movimentou cerca de R$ 11 milhões com o esquema. Um dos alvos apresentou, sozinho, uma média diária de R$ 48 mil em transações. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 11 milhões nas contas dos envolvidos.
O grupo tinha a participação de influenciadores digitais que divulgavam em seus perfis ganhos falsos em plataformas como o “jogo do tigrinho”. As apurações verificaram que os investigados aplicavam estratégias de marketing digital para ampliar o alcance das plataformas ilegais.
O esquema foi identificado após uma busca realizada no mês de julho de 2024 na casa de um influenciador, em Brazlândia-DF. O homem em questão direcionava os seguidores a links manipulados, por meio dos quais os valores eram desviados sem a realização verdadeira de apostas.
Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar.