Uma designer de 27 anos foi detida pela Polícia Militar depois de esfaquear um cabeleireiro, nessa terça-feira (5/5), em um salão de beleza na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Uma câmera de segurança flagrou o crime:
Imagens cedidas ao Metrópoles mostram o momento em que Lais Gabriela Barbosa da Cunha fica posicionada atrás da vítima e, em seguida, retira um objeto da bolsa e golpeia as costas do cabeleireiro Walmir Eduardo dos Santos Paranhos, de 29 anos — a vítima vai completar 30 anos nesta quinta-feira (7/5).
Na sequência do ataque, um segurança e outras pessoas presentes no salão intervêm e retiram a faca usada no ataque contra o cabeleireiro, além de imobilizar a agressora.
A PM foi acionada e deteve Lais. Segundo os militares, o ataque aconteceu instantes depois de a mulher ir ao salão e causar confusão sobre o resultado de um corte feito pela vítima. O procedimento foi realizado no dia 7 de abril e chegou a ser publicado pela própria agressora nas redes sociais com um sinal de satisfação, segundo o cabeleireiro e proprietário do salão.
A vítima e demais responsáveis pelo espaço chegaram a convidar Lais a se retirar, mas ela permaneceu no local até o concretizar o crime. Apesar de detida, a mulher frisou que a motivação para o crime foi pelo descontentamento com o corte realizado.
O cabeleireiro atacado falou ao Metrópoles que está sem trabalhar por temer pela segurança e lamentou o desfecho após o ataque.
“A faca pegou de forma superficial e não foi no meu pescoço. Estamos lutando para julgarem da forma correta, porque a delegada considerou como lesão corporal leve e ela [Lais] saiu pela porta da frente. Isso não pode ficar impune. Estou com medo pela minha vida, não sabemos até onde isso foi um fato isolado”, diz.
O crime vai ser investigado pelo 7° Distrito Policial (DP) da Lapa como lesão corporal e ameaça. Lais foi liberada depois de prestar depoimento, no 91° Distrito Policial (DP) Ceasa.
Ameaças
O Metrópoles teve acesso ao Boletim de Ocorrência (B.O). O documento diz que o proprietário do salão, bem como a vítima, pediram para que a mulher saísse do salão devido à confusão provocada. Apesar do pedido, Lais disse que “não resolvia coisas desse jeito”. Além disso, a designer falou que o cabeleireiro “estava marcado para morrer, nem que tivesse que trabalhar para pagar por isso”, destaca documento elaborado pela Polícia Civil.
Por: Metrópoles