A apneia do sono é um distúrbio frequente e muitas vezes subdiagnosticado, que mantém uma relação fortemente associada com a obesidade e com o aumento do risco de doenças cardiovasculares. Não se trata apenas de um problema do sono, mas de uma condição sistêmica que afeta o organismo como um todo.Durante o sono, ocorrem pausas repetidas na respiração, provocando quedas nos níveis de oxigênio e microdespertares ao longo da noite. Mesmo sem que o paciente perceba, o corpo entra em um estado contínuo de estresse, com liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, o que contribui para o aumento da pressão arterial e para alterações metabólicas importantes.A obesidade é um dos principais fatores de risco para a apneia, especialmente pelo acúmulo de gordura na região cervical, que favorece a obstrução das vias aéreas. Além disso, o excesso de tecido adiposo está associado a um estado inflamatório crônico e à resistência à insulina, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.Essa combinação impacta diretamente o coração e os vasos sanguíneos, favorecendo hipertensão arterial, arritmias, sobrecarga cardíaca e maior risco de eventos como infarto e acidente vascular cerebral. Ao longo do tempo, a repetição dessas alterações compromete a função cardiovascular de forma progressiva.Os sinais muitas vezes são negligenciados: ronco alto, pausas na respiração…
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