Os partidos políticos têm de 12 a 17 de maio para definir os candidatos que irão disputar as eleições suplementares em Roraima. O pleito está marcado para 21 de junho. A escolha dos nomes ocorre durante as convenções partidárias.
Para participar da disputa, os candidatos precisam ter domicílio eleitoral no estado há pelo menos seis meses, assim como filiação partidária regular no mesmo período. Por outro lado, não podem concorrer aqueles que tenham dado causa à anulação da eleição anterior, ou seja, que tenham sido responsabilizados por irregularidades no processo eleitoral.
Após a definição nas convenções, os partidos ainda terão até as 19h do dia 20 de maio para registrar oficialmente as candidaturas.
Nos casos em que haver necessidade de desincompatibilização, o candidato deve se afastar do cargo em até 24 horas após a escolha em convenção.
Entenda
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) convocou eleição suplementar após a cassação do governador e da chapa eleita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 30 de abril. A Corte entendeu, por maioria, que Edilson Damião (União) e Antonio Denarium (Republicanos) cometeram abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Denarium havia renunciado ao cargo de governador de Roraima para se candidatar à disputa pelo Senado. Damião assumiu no lugar dele.
Dessa forma, com a decisão da Justiça Eleitoral, as cadeiras de governador e vice ficaram vagas. Por isso, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), assumiu como chefe do Executivo Estadual de forma interina. Ele tomou posse ainda no dia 30.
Fonte: Da Redação