Mais da metade da população economicamente ativa de Rio Branco enfrenta dificuldade para fechar o mês no azul. Pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio) na quinta-feira, 30, revela que 63,5% dos moradores da capital não conseguem guardar dinheiro após pagar as contas básicas.
O levantamento, realizado pela Fecomércio por meio do Instituto DataControl nos dias 27 e 28 de março, ouviu cerca de 400 pessoas e traçou um panorama da renda, emprego e endividamento na capital acreana. Apenas 36,5% afirmaram conseguir poupar algum valor.
Renda concentrada nas faixas mais baixas
Os dados mostram que a maior parte da população vive com renda limitada:
- 25,3% ganham menos de 1 salário mínimo
- 55,5% recebem até 2 salários mínimos
- 11,3% até 3 salários
- 4% até 4 salários
- 3,8% recebem 5 salários ou mais
Em relação ao trabalho, 50,3% possuem vínculo formal, enquanto 35,8% atuam sem registro. Outros 8% são aposentados, 3,8% prestadores de serviço e 2,3% empresários.
Dívidas preocupam
O estudo aponta que 65,5% dos rio-branquenses têm dívidas com vencimento nos próximos seis meses, incluindo cartão de crédito, financiamentos e empréstimos.
Entre os principais compromissos financeiros estão:
- Cartão de crédito: 28,5%
- Compromissos bancários: 25,2%
- Aluguel: 16%
- Compras do mês: 12%
- Carnês: 9,5%
- Conta de luz: 8,8%
Dívidas acima da renda
Outro dado que chama atenção é que 61,5% afirmam que as dívidas ultrapassam a renda mensal, dificultando o pagamento dos compromissos.
Para tentar equilibrar as contas, parte da população recorre a alternativas como:
- Trabalhos extras: 23,8%
- Empréstimos: 19,5%
- Priorizar contas essenciais: 15,5%
- Atrasar pagamentos: 11,5%
A pesquisa também indica que 52% dos entrevistados afirmam fazer algum tipo de planejamento financeiro, enquanto 44,8% dizem não organizar a distribuição da renda mensal.