O centenário de Milton Santos foi lembrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a importância do geógrafo brasileiro para a compreensão das desigualdades sociais e da globalização. O intelectual baiano completaria 100 anos e segue como referência mundial em estudos geográficos e socioeconômicos.
Em manifestação pública, Lula ressaltou que o pensamento de Milton Santos continua essencial para interpretar o Brasil e o mundo. O presidente destacou a capacidade do geógrafo de analisar as contradições da globalização e os potenciais de transformação vindos das periferias.
Milton Santos construiu uma trajetória marcada pela crítica ao modelo econômico global. Sua obra se tornou referência internacional ao abordar como processos globais afetam de forma desigual diferentes regiões e populações.
Pensamento atual e necessário
Mesmo após sua morte, em 2001, o legado de Milton Santos permanece presente em pesquisas acadêmicas e debates contemporâneos. Suas teorias são utilizadas para analisar dinâmicas urbanas e sociais em diversas partes do mundo, da Europa à África.
Para Lula, o cenário atual, marcado por mudanças geopolíticas, reforça a relevância do pensamento do geógrafo. A leitura crítica da globalização proposta por Milton Santos continua sendo uma ferramenta importante para compreender desigualdades estruturais.
Crítica à globalização
Uma das principais contribuições do geógrafo está na obra Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. No livro, Milton Santos descreve a globalização como um processo que, apesar de prometer integração, amplia desigualdades.
Ele argumenta que o mercado global tende a favorecer atores hegemônicos, aprofundando diferenças locais e dificultando a construção de uma cidadania verdadeiramente universal.
Legado permanente
O centenário de Milton Santos reforça a importância de preservar e difundir seu pensamento. Considerado um dos maiores geógrafos do Brasil e do mundo, ele deixou uma contribuição decisiva para o entendimento das relações entre território, economia e sociedade.
Seu trabalho segue influenciando gerações de pesquisadores e ajudando a interpretar desafios contemporâneos, mantendo viva a reflexão sobre desenvolvimento, desigualdade e justiça social.



