Membro da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) e responsável por decisões em processos polêmicos, como da Grampolândia e a investigação contra o advogado assassinado Roberto Zampieri, por suspeita de venda de sentenças, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira defendeu que magistrados tenham correção anual de salários, a chamada Revisão Geral Anual (RGA).
Falam assim: "Nossa, mas perto do que é o salário mínimo…". Mas não compara com salário mínimo. Compara aquilo que é comparável
"A defasagem salarial de 2004 para cá suplanta 56%. Todo servidor público tem a chamada RGA. Nós, juízes, deveríamos ter também. […] Eu acredito muito que esses chamados, erradamente, como penduricalhos, foram criados justamente porque não houve a reposição inflacionária", disse em entrevista ao MidiaNews.
O magistrado ainda afirmou que todos os juízes trocariam qualquer benefício adicional, os chamados "penduricalhos", por um reajuste baseado em índices oficiais. “Se a gente for manter desse jeito, daqui a pouco temos um monte de servidores que vão ganhar mais do que o próprio chefe”, afirmou, ao argumentar que a progressão natural levaria a essa inversão.
Jorge Ferreira é juiz há 22 anos e tem vasta experiência conduzindo Tribunais do Júri. No cargo administrativo, foi convocado como coordenador do Programa Mais Júri, que busca dar…
VER NA FONTE