O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou na última quarta-feira (29) uma atividade terapêutica direcionada a mães e cuidadores atípicos na Policlínica de Presidente Dutra. A ação teve como foco oferecer suporte emocional e um espaço de escuta qualificada para famílias de crianças com desenvolvimento atípico, incluindo aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo central foi integrar o cuidado clínico dos pacientes ao bem-estar de seus responsáveis, garantindo que as orientações terapêuticas sejam aplicadas de forma eficaz no ambiente domiciliar.
Durante a oficina, profissionais de saúde destacaram a importância de olhar para a saúde mental dos cuidadores, que muitas vezes enfrentam rotinas exaustivas e altos níveis de estresse. A psicóloga Brunna Larissa Silva Bezerra explicou que a iniciativa visou suprir a necessidade de uma interação mais profunda com os pais, oferecendo estratégias práticas e acessíveis que respeitem a realidade de cada núcleo familiar. Segundo a especialista, o momento permitiu tirar dúvidas e ensinar técnicas de manejo comportamental que podem ser executadas em casa com baixo custo.
O impacto positivo do atendimento foi reafirmado por familiares que participaram da atividade. Elizabethe Silva, mãe do pequeno Maykon Salys, de 7 anos, compartilhou os desafios diários da jornada após o diagnóstico e ressaltou que o acolhimento da unidade tem sido fundamental para a evolução de seu filho e para sua própria resiliência. Da mesma forma, Maria Elizabeth de Sousa Silva, mãe da Francisca Joelma, destacou que as terapias oferecidas pela Policlínica auxiliam não apenas as crianças no desenvolvimento de suas habilidades, mas também os pais, que encontram suporte para persistir no tratamento.
Para a equipe multiprofissional da Policlínica, o fortalecimento do vínculo familiar é um pilar indispensável para o sucesso das intervenções. O psicólogo Leandro Grangeiro Junior reforçou que a falta de suporte social costuma sobrecarregar as mães atípicas, e que o acolhimento institucional ajuda a reduzir a ansiedade. Segundo o profissional, quando a mãe se sente amparada e compreende melhor o desenvolvimento do filho, os resultados terapêuticos tornam-se mais consistentes e o vínculo afetivo é ampliado, beneficiando diretamente a qualidade de vida da criança.