O mercado de trabalho formal no Acre apresenta crescimento na participação feminina, mas ainda mantém diferenças salariais entre homens e mulheres. Dados do Relatório de Transparência Salarial mostram que, em dezembro de 2025, mulheres em empresas com 100 ou mais funcionários receberam, em média, R$ 2.356,89, enquanto os homens tiveram rendimento médio de R$ 2.565,24.
O levantamento indica uma diferença de cerca de R$ 208 entre os salários.
Emprego concentrado em grandes empresas
No estado, 120 estabelecimentos de grande porte concentravam 39,4 mil vínculos formais de trabalho.
Desse total:
- 17,5 mil eram ocupados por mulheres
- 21,8 mil por homens
Entre as mulheres, a maioria é formada por negras: 13,3 mil (76%), enquanto 4,2 mil (24%) são não negras. Entre os homens, 77% são negros.
Diferença aumenta por perfil
O recorte por raça mostra variações ainda maiores nos rendimentos:
- Mulheres negras: R$ 2.298,54
- Mulheres não negras: R$ 2.565,32
- Homens negros: R$ 2.499,67
- Homens não negros: R$ 2.821,54
Os dados indicam que mulheres negras estão entre os grupos com menor remuneração média no estado.
Políticas ainda são limitadas
O relatório também aponta que apenas 19% das empresas no Acre possuem políticas de incentivo à contratação de mulheres.
Entre essas iniciativas:
- 2,5% focam em mulheres vítimas de violência
- 15,2% incluem mulheres LGBTQIAP+
- 8,9% contemplam mulheres com deficiência
- 16,5% incentivam a contratação de mulheres negras
Em todo o país, mulheres receberam, em média, 21,3% a menos que homens em 2025 em empresas de grande porte. Apesar disso, houve aumento na participação feminina no mercado, especialmente entre mulheres negras.