O Acre registrou aumento no desmatamento em março de 2026, com 3 km² de floresta derrubados, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon. O número representa alta de 50% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram registrados 2 km².
Apesar da elevação no comparativo mensal, o estado segue entre os que apresentam menor pressão sobre a floresta na Amazônia Legal, sendo responsável por apenas 2% do desmatamento total no período.
No recorte mais amplo, o cenário é de redução. Entre agosto de 2025 e março de 2026, o Acre acumulou 193 km² de área desmatada, número 32% menor que o registrado no mesmo intervalo anterior, quando foram contabilizados 282 km².
Cenário na Amazônia
Em toda a Amazônia Legal, o desmatamento somou 196 km² em março de 2026, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.
A maior parte da destruição ficou concentrada em:
- Mato Grosso (45%)
- Roraima (23%)
- Pará (14%)
- Amazonas (10%)
Na sequência aparecem Maranhão (4%), além de Rondônia e Acre, ambos com 2%.
Sem degradação no estado
Outro dado relevante é que o Acre não registrou degradação florestal no mês, tipo de impacto que indica danos à vegetação sem remoção total.
Na Amazônia, a degradação caiu 95%, passando de 206 km² em março de 2025 para apenas 11 km² em 2026, concentrada em Roraima e Mato Grosso.
Mesmo com índices reduzidos, unidades de conservação no Acre seguem sob atenção, como a Floresta Estadual do Rio Gregório e a Floresta Estadual do Antimary, que aparecem no monitoramento ambiental.
Os dados do SAD são utilizados para acompanhamento em tempo quase real do desmatamento na Amazônia e servem de base para ações de fiscalização e controle ambiental.