O Acre registrou aumento expressivo nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, segundo dados divulgados no Boletim Semanal de Síndromes Respiratórias da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
De acordo com o levantamento, o estado contabilizou 973 casos de SRAG até a 16ª semana epidemiológica deste ano. O número supera os registros do mesmo período de 2024, quando foram notificadas 701 ocorrências, e de 2025, com 740 casos.
O boletim aponta que o crescimento das internações começou a ser observado a partir da segunda semana epidemiológica e atingiu o maior pico na semana 9, no mês de março, com 81 casos registrados. Mesmo após leve queda entre as semanas seguintes, os números seguem acima dos anos anteriores.
Entre os principais vírus associados às hospitalizações estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Influenza A, que têm impulsionado os casos graves, especialmente entre crianças pequenas e idosos.
Ainda conforme a Sesacre, crianças de 0 a 9 anos e pessoas com mais de 60 anos continuam sendo os grupos mais vulneráveis, com maiores taxas de internação.
O que é SRAG?
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma complicação respiratória séria que pode surgir a partir de infecções causadas por vírus ou outros agentes, comprometendo a respiração e exigindo atendimento médico imediato.
Geralmente, a SRAG provoca sintomas intensos, como falta de ar, dificuldade para respirar, febre, tosse persistente e baixa oxigenação, podendo levar à internação hospitalar.
Entre os principais causadores da síndrome estão vírus como Influenza, Covid-19, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e outros agentes respiratórios.
Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas fazem parte dos grupos mais vulneráveis para desenvolver quadros graves.
A prevenção inclui vacinação, higiene frequente das mãos, evitar contato com pessoas gripadas e procurar atendimento médico ao surgirem sinais de agravamento.