Quinze anos depois, falta de fotos do corpo de Bin Laden ainda gera dúvidas


EUA – A morte de Osama bin Laden completa 15 anos nesta sexta-feira (1º) e continua levantando polêmica, com questionamentos sobre os motivos do governo dos Estados Unidos nunca ter divulgado imagens do corpo do principal responsável pelo ataque às Torres Gêmeas.

(Foto: Reprodução / FBI)

O líder da organização terrorista Al-Qaeda foi morto no Paquistão após 10 anos de buscas. Segundo autoridades responsáveis pela captura do terrorista, há registros fotográficos que comprovam sua morte. No entanto, as imagens nunca foram divulgadas para o público.

A decisão de não publicar as fotografias foi do então presidente Barack Obama, que defendeu que as imagens poderiam incitar a violência e ser usadas pela Al-Qaeda como propaganda contra os Estados Unidos. Embora o governo garantisse que havia matado o saudita, não havia provas, fazendo com que as pessoas criassem teorias da conspiração de que o terrorista ainda estava vivo.

Na época, o senador James Inhofe, o primeiro membro do Congresso a ver fotos do corpo de Bin Laden, concedeu uma entrevista à revista americana The Atlantic e revelou que só teve acesso a 15 das 52 imagens, sendo 12 tiradas no complexo de Abbottabad logo após a morte e as outras a bordo de um navio antes do sepultamento.

Inhofe descreveu algumas das imagens como “horríveis”. Segundo ele, há fotos que mostram um ferimento enorme na cabeça, na orelha e no olho. “O cérebro estava saindo da órbita”, afirmou. Já os outros registros, que mostram o corpo do terrorista limpo, foram descritos como mais leves e razoáveis de serem mostrados ao público.

Mesmo diante da pressão externa, autoridades americanas se mantiveram firmes na decisão e não divulgaram as fotos. Em 2013, em audiência em uma corte federal de apelações, o governo de Obama reforçou que as imagens do corpo do líder da Al Qaeda provocariam “um grave dano à segurança nacional”.





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