Papel e a tela, tradição e memória


o completar 100 anos de circulação, neste 1º de maio, O Imparcial carrega uma trajetória que se confunde com a própria história da imprensa no Maranhão. Fundado em 1926, e hoje integrante dos Diários Associados, o jornal se consolidou como um dos principais veículos do estado, mantendo presença contínua mesmo diante das mudanças profundas no consumo de informação ao longo das décadas. Em um cenário nacional de redução de títulos impressos e avanço das plataformas digitais, a permanência do jornal evidencia não apenas adaptação, mas também a força de uma relação construída com o leitor ao longo do tempo.

Essa conexão aparece na rotina de quem cresceu com o jornal dentro de casa. Aos 62 anos, o aposentado Cássio Nogueira Borges mantém um hábito que começou ainda na infância, influenciado pelo pai. “O hábito de ler jornal sempre foi presente na minha família”, conta. Morando há mais de quatro décadas em São Luís, ele acompanhou a mudança no modo de consumir notícias, mas não abriu mão da leitura no papel. Antes de se tornar assinante, comprava exemplares avulsos com vendedores nas ruas.

Para Cássio Borges, o impresso ainda entrega algo que o digital não consegue reproduzir. “O impresso tem notícias mais detalhadas, notícias atemporais”, afirma. Ele destaca a experiência de leitura como um diferencial. “Folhear um jornal envolve tato, ritmo e até cheiro”. Ao mesmo tempo, reconhece que a velocidade das plataformas digitais alterou o comportamento dentro de casa. “Com a facilidade das mídias digitais, a necessidade de informação rápida foi tomando conta de todos”, diz.



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