Casal é preso em flagrante por estupro e morte de criança de 2 anos; mãe é solta na audiência de custódia



O casal identificado pelas iniciais A.R.C., de 33 anos, e N.R.C., de 32, foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia Geral de Homicídios (DGH), suspeito de estupro de vulnerável e homicídio qualificado contra uma criança de dois anos, em Boa Vista. A vítima deu entrada no Hospital da Criança Santo Antônio com múltiplas lesões pelo corpo e sinais evidentes de violência sexual.

De acordo com o delegado Luís Fernando Zucchi, a equipe foi acionada após a unidade hospitalar identificar que os ferimentos apresentados pela criança eram incompatíveis com a versão inicial apresentada pela mãe, que alegou um acidente doméstico. A partir disso, foram iniciadas diligências que apontaram inconsistências nos relatos e indícios de tentativa de ocultação da real dinâmica dos fatos.

Durante o atendimento médico, foi constatado que a criança apresentava hematomas, escoriações, marcas de agressão física, mordidas e sangramento na região anal.

A mãe apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Inicialmente, afirmou que teria lançado o filho para cima e ele caiu. Depois, mudou o relato e disse que estava em casa na companhia dos três filhos (uma criança de sete anos, outra de três anos e o menino de dois anos) além de estar grávida. Segundo sua versão, se balançava em uma rede com a criança no colo quando o objeto teria se rompido, provocando a queda de ambos.

Ainda conforme o relato, ela teria caído sobre o filho e, em seguida, percebido que ele apresentava dificuldades respiratórias, coloração arroxeada e sinais graves de comprometimento físico.

Segundo o delegado, as mudanças levantaram suspeitas imediatas.

As investigações também apontaram contradições no depoimento do companheiro. Ele afirmou ter permanecido durante todo o dia em uma borracharia onde trabalha, mas a informação foi desmentida pelo proprietário do estabelecimento, que disse que o homem saiu por volta das 12h e retornou apenas às 15h.

Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil aponta que A.R.C. foi o autor direto das agressões físicas e sexuais que resultaram na morte da criança, enquanto N.R.C. teria se omitido, deixando de agir para proteger o próprio filho.

“O que se verificou foi um cenário de violência brutal contra uma vítima absolutamente vulnerável. As provas técnicas e médicas desmontaram completamente a versão de acidente”, afirmou o delegado.

O suspeito já é investigado em outro procedimento por tentativa de homicídio, segundo a Polícia Civil.

O casal foi levado à sede da DGH, onde foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável e homicídio qualificado. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passará por perícia.

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Na audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (1º), a Justiça converteu a prisão de A.R.C. em preventiva. Já N.R.C. foi colocada em liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.



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