Mesmo com a Arena MRV a pleno vapor e um aumento de 14% na receita bruta (alcançando R$ 768 milhões), o Atlético-MG apresentou um prejuízo contábil assustador de R$ 882 milhões referente ao exercício de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (01/05/2026) e expõem os desafios da gestão da SAF alvinegra.
O “Efeito Impairment”
O grande vilão do balanço foi um ajuste contábil chamado “perda de valor justo” ou impairment. Segundo a LCA Consultores, os ativos do departamento de futebol valiam menos do que o registrado nos livros, gerando uma baixa de R$ 572,1 milhões. A diretoria classifica o efeito como “não financeiro”, mas o impacto no resultado final foi inevitável.
Com informações do A Tarde.
De onde veio o dinheiro em 2025?
O Galo conseguiu faturar alto em frentes específicas:
Direitos de Transmissão: R$ 282 milhões.
Venda de Atletas: R$ 203 milhões (com destaque para a saída de Alisson para o Shakhtar por R$ 77 milhões).
Receitas Comerciais: R$ 139 milhões.
O Tamanho da Dívida
Se em 2024 o endividamento era de R$ 1,4 bilhão, o salto foi largo. Dependendo da metodologia, os números assustam:
Critério do Clube: R$ 1,78 bilhão.
Metodologia Ampla (Curto + Longo Prazo): R$ 2,196 bilhões.
O endividamento bancário e as obrigações com compra de jogadores (que saltaram de R$ 100 mi para R$ 243 mi) são os pontos de maior atenção para os investidores da SAF neste ano de 2026.