
A artista Mary Paes se apresenta nesta quinta-feira, 30, às 20h, na programação de aniversário de 81 anos da Biblioteca Pública Elcy Lacerda, no centro de Macapá, ao lado de outros nomes da cena cultural local.
Na ocasião, Mary subirá ao palco acompanhada dos músicos Ladio Gomes e Renato Gemaque, trazendo um recorte do recital ‘Das Delicadezas ao Caos’. A performance transita entre a suavidade e o drama intenso, marca registrada da artista, conduzindo o público por uma experiência sensível e crescente em emoção.
Para Mary Paes, integrar a celebração da biblioteca tem um significado especial. A artista destaca sua relação de mais de duas décadas com o espaço, onde construiu parte de sua trajetória cultural, participou de eventos literários, de artes visuais e audiovisual, além de contribuir com a criação da primeira gibiteca da unidade, ainda como integrante da coordenação do Coletivo AP Quadrinhos, na época.
“Para mim, assim como para os meus colegas artistas e escritores, é histórico estar nesta programação, pois a biblioteca é uma extensão nossa, principalmente para nós da literatura. Estou muito feliz em fazer parte disso tudo”, enfatiza.
Sobre a artista
Mary Paes é jornalista, escritora, poeta, compositora e atriz. Nascida em Tacuru (MS) e radicada em Macapá desde 2005, considera-se cidadã amapaense. Escreve desde os seis anos e, há mais de 20 anos, dedica-se à arte e à cultura no estado, consolidando-se como uma das vozes de destaque na performance poética local.
Seu trabalho literário é marcado por um lirismo intimista, frequentemente atravessado pelo erotismo, explorando desejos, esperas e as múltiplas camadas das subjetividades amorosas.
Apaixonada por artes visuais, especialmente fotografia, incorpora essa estética sensível em sua poesia.
A artista acumula participações em mais de 15 coletâneas nacionais, além de revistas literárias e HQs. Entre suas obras mais reconhecidas estão “Das declarações de amor que eu não fiz” (2018) e “Penélope Moderna” (2024). Também é fundadora e vocalista da banda lítero-musical homônima ao seu livro mais recente.
Atuante em diversos coletivos e movimentos culturais do Amapá, integra iniciativas como Mulherio das Letras AP – Matinta Pereira, Pena e Pergaminho, FIM – Festival Imagem Movimento, Novo Rock Amapá e o movimento Pulso Norte.
O evento é uma realização da Biblioteca Pública Elcy Lacerda e Secretaria de Estado da Cultura (Secult-AP).
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