A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, declarou-se suspeita e se afastou da condução do Tribunal do Júri do policial civil Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz.
[…] longe de representar fraqueza ou reconhecimento de parcialidade passada, é expressão do mais elevado senso de responsabilidade institucional e ética judicial
A decisão foi assinada nesta quarta-feira (29), após a divulgação da nova data do julgamento, que será realizada no dia 12 de maio, às 9h.
A magistrada alegou motivo de foro íntimo, em razão de um “vínculo direto” com os advogados da defesa, que protocolaram uma reclamação disciplinar contra ela no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O procedimento foi apresentado após um bate-boca ocorrido durante sessão do júri, em 15 de dezembro. Na ocasião, a juíza disse para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) “se danar”, o que gerou repercussão, levou à suspensão do julgamento e à dissolução do Conselho de Sentença. Dois dias após o episódio, a defesa pediu o afastamento da magistrada, mas o pedido foi rejeitado por ela à época.
A reclamação no CNJ aponta supostas violações ao Estatuto da Advocacia e à Lei Orgânica da Magistratura (Loman), citando falta de urbanidade, decoro e linguagem adequada no exercício da função.
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