A Fecomércio-RO e a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho (Semdestur), celebraram nesta manhã uma parceria estratégica para o resgate do patrimônio histórico da capital. O foco principal da cooperação é a revitalização do guindaste da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), peça fundamental para a memória ferroviária da região.

O anúncio ocorreu durante um café da manhã no pátio do Complexo Madeira-Mamoré, reunindo ex-ferroviários, representantes do Iphan e o secretário-adjunto Aleks Palitot. O presidente do Sindilojas, Antônio Ribeiro, representando o Sistema Fecomércio-RO, destacou que a união entre instituições é essencial para viabilizar projetos de grande impacto cultural e turístico para o município de Porto Velho.
Além do guindaste, o projeto de restauração abrange outros itens icônicos do acervo ferroviário. A empresa Dismonza será responsável pela revitalização da Locomotiva 15, enquanto o plano de trabalho inclui a recuperação de dois vagões e a manutenção da litorina. Outro ponto de destaque é a restauração do kalamazoo, o tradicional bonde sobre trilhos que compõe o cenário histórico.

A iniciativa privada tem desempenhado um papel crucial na preservação dos símbolos da EFMM. O esforço conjunto busca não apenas a estética, mas a funcionalidade mecânica de peças que durante décadas foram o motor da economia regional. A presença de ex-ferroviários na solenidade reforçou o valor emocional e técnico envolvido em cada etapa do processo de restauro.
Um anúncio relevante feito durante o evento foi a chegada da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) no próximo mês. A entidade dará início às tratativas da segunda etapa de revitalização, focada no trecho entre a estação central e a região do Cai N’água. O planejamento técnico é fundamental para garantir a segurança dos trilhos e da estrutura rodante.

O objetivo final das parcerias é que, no dia 2 de outubro de 2026, o passeio de trem seja oficialmente retomado em Porto Velho. A revitalização do complexo e a volta da locomotiva aos trilhos são vistas como um marco para o turismo rondoniense, prometendo atrair visitantes e fortalecer a identidade histórica da capital.



