A cheia do Rio Gregório atingiu 18 aldeias indígenas em Tarauacá e provocou impactos diretos na rotina e na subsistência das comunidades ao longo desta semana. A situação levou equipes do governo estadual a se deslocarem até a Terra Indígena do rio Gregório, na quarta-feira, 29, para acompanhar os danos e levantar demandas das lideranças locais.
Os alagamentos afetaram moradias, comprometeram roças, causaram perdas na criação de peixes em açudes e atingiram a produção de subsistência das famílias. Entre os principais pedidos das comunidades estão o envio de cestas básicas, água potável e materiais para reconstrução das casas.
Danos e impactos
Os efeitos da enchente também levantam preocupação com a segurança alimentar e as condições de saúde nas aldeias. Relatos indicam dificuldades no acesso à água adequada para consumo, além do risco de agravamento de doenças.
As comunidades atingidas pertencem aos povos Yawanawa e Noke Ko’í, que vivem ao longo do Rio Gregório e dependem diretamente dos recursos naturais da região.
Levantamento de demandas
Durante a visita, representantes do governo realizaram reuniões com lideranças indígenas para mapear as necessidades mais urgentes. Além da assistência imediata, também foram discutidas ações voltadas à recuperação das áreas afetadas e à retomada das atividades produtivas.
A agenda incluiu ainda o acompanhamento de famílias que vivem no Complexo de Florestas Estaduais do rio Gregório.
A atuação envolve diferentes órgãos estaduais e busca organizar respostas emergenciais, como envio de ajuda humanitária, além da construção de estratégias para médio e longo prazo.
Entre as medidas em discussão estão iniciativas voltadas à adaptação a eventos climáticos extremos, recuperação de áreas impactadas e fortalecimento da estrutura das comunidades.
Lideranças indígenas apontam que o comportamento do rio neste período do ano foge do padrão esperado, já que abril costuma marcar o início da vazante na região.
A situação tem sido associada à intensificação de eventos climáticos, com impacto direto sobre os territórios e modos de vida das comunidades.