
A Universidade Federal de Roraima dá início, nesta quinta-feira, dia 30 de abril, à programação do Abril Indígena 2026 com o debate “Do silêncio à resistência: mulheres contra a violência estrutural”. A iniciativa, organizada pelo Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, busca promover o diálogo entre saberes acadêmicos e tradicionais, além de valorizar as experiências e narrativas das mulheres indígenas.
O evento é alusivo ao Dia dos Povos Originários, celebrado em 19 de abril, e será realizado no auditório do Programa de Pós-graduação em Sociedade e Fronteiras (PPGSOF), no campus Paricarana. A proposta deste ano é fomentar reflexões sobre as múltiplas formas de violência enfrentadas pelas mulheres indígenas, bem como destacar estratégias de resistência e fortalecimento coletivo.
A programação se estende ao longo da manhã e da tarde, reunindo mesas-redondas, debates abertos ao público e apresentações culturais. A abertura institucional ocorre às 8h30, após o credenciamento e acolhimento dos participantes.
Às 9h, será realizada a primeira mesa-redonda, com o tema “Do silêncio à denúncia: desafios no acesso à justiça e às políticas públicas”. O debate contará com a participação de representantes de instituições e organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres, além de lideranças indígenas e pesquisadoras. Entre os temas abordados estão as diferentes formas de violência estrutural e os obstáculos enfrentados no acesso a serviços públicos e mecanismos de proteção.
Ainda pela manhã, às 11h, o público poderá participar de um debate aberto, ampliando as discussões e promovendo a troca de experiências. O turno matutino será encerrado ao meio-dia.
No período da tarde, às 14h30, a segunda mesa-redonda abordará o tema “Violências e resistências: mulheres indígenas e os desafios da permanência universitária”. A proposta é apresentar experiências de organização coletiva, práticas de cuidado e iniciativas de enfrentamento à violência dentro do ambiente acadêmico, destacando o papel das estudantes indígenas na construção de redes de apoio.
O encerramento do evento está previsto para as 17h. A atividade é aberta ao público e integra um conjunto de ações que visam fortalecer o protagonismo indígena e ampliar o debate sobre direitos, equidade e justiça social.