Que a Justiça cumpra seu papel


Manaus – O fenômeno do jiu-jitsu mundial, Mica Galvão, de 22 anos, utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (28) para se manifestar sobre a prisão de seu pai e treinador, Melqui Galvão. O professor e policial civil amazonense foi detido sob investigação de crimes sexuais que teriam sido cometidos contra suas próprias alunas.

(Foto: Repropdução Instagram @micagalvaojj)

Mica destacou a influência do pai em sua formação como atleta de elite, mas enfatizou a necessidade de uma investigação rigorosa.

“Meu pai foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar e a ter caráter”, escreveu o jovem. No entanto, ele ponderou: “Me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel”.

O atleta aproveitou o comunicado para reafirmar seus valores pessoais e se distanciar de qualquer conduta abusiva, independentemente dos laços familiares. O atleta declarou que repudia qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças, classificando este como um valor “sem exceções”.

O multicampeão admitiu estar “processando” o impacto da notícia, mas garantiu que manterá o foco em seus compromissos profissionais e na liderança de sua equipe.

O treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, que também atua como policial civil, foi preso nesta terça-feira (28) suspeito de envolvimento em crimes sexuais contra alunas. A prisão ocorreu em Manaus, após investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo.

A detenção é temporária e foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, que apura relatos envolvendo pelo menos três vítimas.

O caso começou a ser investigado após uma adolescente de 17 anos denunciar que sofreu atos libidinosos sem consentimento durante uma competição esportiva realizada fora do país. A jovem, que atualmente está nos Estados Unidos, prestou depoimento às autoridades acompanhada da família.

Segundo a polícia, há uma gravação em que o investigado teria admitido indiretamente o ocorrido, além de tentar impedir o avanço da denúncia por meio de oferta de compensação financeira.

Durante as investigações, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados. Elas relataram episódios semelhantes, sendo que uma afirmou ter apenas 12 anos à época dos fatos.

Veja comunicado





VER NA FONTE