Acre está entre estados com menor desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil, aponta relatório


O Acre aparece entre os estados com menor desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios divulgado nesta segunda-feira. No estado, o índice de equidade chega a 91,9%, colocando-o entre os melhores resultados do país.

O levantamento mostra que, em nível nacional, as mulheres ainda recebem, em média, 21,3% a menos que os homens em empresas do setor privado com 100 ou mais empregados. Apesar disso, o Acre figura ao lado de estados como Piauí (92,1%) e Distrito Federal (91,2%) entre os que apresentam menor diferença salarial.

Os dados têm como base a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrangem cerca de 53,5 mil estabelecimentos. O salário médio registrado é de R$ 4.594,89, enquanto o salário contratual mediano é de R$ 2.295,36.

O relatório aponta que, embora a desigualdade salarial tenha se mantido estável em relação a 2023, houve crescimento na participação feminina no mercado de trabalho. O número de mulheres empregadas aumentou 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões.

Entre mulheres negras (pretas e pardas), o crescimento foi ainda maior, de 29%, totalizando 4,2 milhões de trabalhadoras.

Mesmo com o aumento da presença feminina, a diferença salarial apresentou leve alta. No salário mediano, a desigualdade passou de 13,7% para 14,3%, enquanto no rendimento médio subiu de 20,7% para 21,3%.

Por outro lado, cresceu o número de empresas com menor diferença salarial. Estabelecimentos com até 5% de desigualdade no salário mediano aumentaram 3,8%, chegando a cerca de 30 mil.

O relatório também aponta avanços nas políticas internas das empresas, como aumento na oferta de jornada flexível, auxílio-creche, licenças estendidas e programas de promoção feminina.

A Lei nº 14.611, sancionada em julho de 2023, estabelece medidas para garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres. A legislação determina que empresas com 100 ou mais empregados adotem mecanismos como transparência salarial, canais de denúncia e programas de diversidade e inclusão.



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