Independentemente do seu sexo, o ser humano tem uma vida de origem maravilhosa. Primeiro ele é gerado no ventre, fica lá determinado tempo, na escuridão. Depois é jogado para fora e começa a chorar, com medo do clarão que ele nunca vira no ventre. E é aí que tudo se inicia. Alguém tem que colocá-lo no colo e procurar livrá-lo do choro. O tempo passa e alguém tem que segurá-lo pelo braço, para que ele comece a aprender a andar. E muitas vezes está aí um dos erros mais notáveis nas instruções para as caminhadas. Que é quando não nos atentamos para a importância das primeiras quedas da criança. Em vez de chegarmos e primeiro incentivá-las a se levantarem sozinhas, a seguramos como se ela tivesse sofrido um verdadeiro acidente. Em vez de incentivar a criança para encarar novas quedas, fazemos com que ela passe a considerar a queda como um desastre. Quando na verdade, não é mais do que uma lição para que ela, a criança, aprenda a se defender do perigo, quando adulta. Estamos todos encantados com o comportamento das crianças atuais. Quando na verdade, a diferença está na evolução do ser humano no novo mundo. O que não tivemos no passado de nossa infância, foi a liberdade que as crianças de hoje têm. E sobretudo nas falsas considerações, às diferenças de sexo.
Você, mulher, que ainda tem que lutar pela sua liberdade, quando, na verdade, sua liberdade já está liberada, e apenas a usa para alimentar o atraso mental dos que a ignoram e desrespeitam. Considere que você, mulher, nasceu seguida pela mesma regra em que nasceu o homem. Tudo depende da semente que foi atirada ao órgão para gerar a criança, independentemente do sexo dela. O que ratifica a afirmativa de que somos todos iguais nas diferenças. O que nos indica que nosso valor não está ligado à cor de nossa pele, o brilho dos nossos olhos ou quaisquer coisas assim. Prestem mais atenção ao valor na simplicidade do pensamento do Bob Marley: “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”. Porque a discriminação, tanto quanto a importância que dão a ela, é uma guerra. E ela nunca será vencida com lutas e crueldades, mas com uma Educação à altura do valor, tanto do homem quanto da mulher. Porque o homem que não valoriza nem respeita a mulher, não pode ser considerado homem. Porque todo homem necessita da mulher. E é a mulher que produz o homem. E é ela que prepara o homem que durante a infância depende da mulher como orientadora para o mundo dele, no futuro. Pense nisso.
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