Macapá (AP)
A Prefeitura de Mazagão divulgou nota oficial na noite desta segunda-feira (27) tentando afastar qualquer responsabilidade sobre o suposto vazamento de gabaritos do concurso público municipal, investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A gestão afirma que foi “surpreendida” pela operação realizada no último domingo (26) pouco depois da aplicação das provas.
A administração municipal sustentou que não teve conhecimento prévio das irregularidades e que já iniciou medidas internas para apurar os fatos. Entre elas, a criação de uma comissão administrativa formada por integrantes da Procuradoria Jurídica, da Controladoria Geral do Município e outros servidores.
Apesar disso, a prefeitura direciona a responsabilidade à empresa contratada para organizar o certame, a Inaz do Pará Serviços de Concursos Públicos Ltda. Segundo a nota, cabia exclusivamente à empresa a execução de todas as etapas do concurso, incluindo elaboração, aplicação e correção das provas, além da divulgação dos resultados.

Dinheiro apreendido durante cumprimento de um dos mandados
A prefeitura informou ainda que a empresa já foi formalmente notificada para prestar esclarecimentos, especialmente sobre a possível ocorrência de vazamento de gabaritos e os mecanismos de segurança adotados durante o processo seletivo. A gestão não comentou o fato de que, durante a operação do Gaeco, um dos 9 mandados de busca e apreensão foi cumprido na casa da secretária de Administração, Ana Dalva Andrade. Ela continua no cargo, mas ainda não se pronunciou publicamente. O Gaeco afirma que gabaritos estavam sendo vendidos por até R$ 30 mil.
Por fim, a administração municipal reafirmou compromisso com a legalidade e disse estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.