O brasileiro está em movimento, mas o Acre parece estar ficando para trás na rota de quem busca um novo lugar para viver. Dados recentes do IBGE mostram que o estado registrou um “saldo negativo” de 24 mil pessoas.
Na prática, isso significa que muito mais gente saiu do Acre do que pessoas de outros estados escolheram o território acreano para morar.
O que explica o saldo negativo?
Diferente de estados como Santa Catarina ou Goiás, que recebem milhares de novos moradores todos os anos, o Acre vive um duplo desafio. Primeiro, muitos acreanos deixam o estado em busca de melhores salários e estudos. Segundo, e o ponto mais crítico, o estado não tem conseguido atrair brasileiros de outras regiões para fixarem residência aqui.
Sem grandes polos industriais ou um setor de serviços que atraia profissionais de fora, o Acre acaba se tornando um estado de “passagem” ou de exportação de pessoas, o que dificulta o crescimento da economia local e a renovação da mão de obra.
O cenário no Norte e no Brasil
Essa perda de moradores não acontece só aqui; o Acre faz parte de uma mancha que atinge quase todo o Norte e Nordeste. No entanto, quando olhamos para os nossos vizinhos, o sinal de alerta acende: a perda do Acre (24 mil) é maior que a de Roraima (3 mil), Amapá (17 mil) e até de Rondônia (23 mil).
No ranking nacional das perdas, o Rio de Janeiro lidera com 165 mil pessoas a menos, seguido pelo Maranhão, com 129 mil.
Para onde as pessoas estão indo?
O mapa mostra que os brasileiros estão seguindo o caminho do emprego e da indústria. Os grandes “campeões” em atrair novos moradores são:
Santa Catarina: +354 mil pessoas (o estado que mais cresce em moradores de fora)
Goiás: +187 mil pessoas
Mato Grosso: +104 mil pessoas
Minas Gerais: +106 mil pessoas