No comando do Master, Daniel Vorcaro navegou por brechas regulatórias e falhas na fiscalização para sabotar os sistemas de controle do sistema bancário, de investigação policial e da Justiça do país.
A repercussão do caso e as descobertas mais recentes, incluindo o envolvimento de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no escândalo, acionaram uma onda de revisão de normas na tentativa de fechar os pontos cegos da engrenagem que abriu espaço para a maior fraude bancária da história do país.
CEOs de bancos, representantes do setor, investigadores policiais e integrantes dos órgãos reguladores ouvidos para esta série da Folha na condição de anonimato avaliam que o aperto dos botões normativos está apenas começando, e que ainda há muitos caminhos a percorrer para evitar, no futuro, a repetição de novos casos Master.
Trata-se de um processo que pode demorar anos, com uma reforma mais ampla de todo o arcabouço regulatório – não só de bancos, fundos de investimento, fundos de previdência e do mercado financeiro em geral, mas também das regras de conduta de juízes, da lei da magistratura, da adoção de procedimentos para investigar ministros do STF e até do papel do TCU (Tribunal de Contas da União).
O diagnóstico é que o processo de revisão normativa, por enquanto, é paulatino e lento. Em alguns casos, é inexistente e, em outros, como a reforma do Judiciário, deve acabar ficando para depois da campanha eleitoral, enquanto as…
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