Jovem Guajajara transforma artesanato em fonte de renda no Maranhão


Ildeny Guajajara aprendeu a fazer artesanato ainda criança, observando a mãe transformar saberes ancestrais em fonte de renda para a família, no Território Indígena Araribóia, no Maranhão. Hoje, aos 23 anos, a estudante da Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) mantém viva uma prática que atravessa gerações.

Na aldeia Barreirinha, em Arame, onde vive, o artesanato deixou de ser apenas expressão cultural para ganhar visibilidade com a chegada do turismo. “É uma forma de mostrar o nosso trabalho para Arame, mas para outras cidades também, trazendo reconhecimento, valorização e respeito aos nossos talentos”, afirma.

A atividade movimenta não apenas o trabalho individual, mas envolve outras famílias da comunidade, que produzem desde biojoias, cestaria e, mais recentemente, o trabalho com mel que tem ampliado as possibilidades de renda no território.

No mês que é comemorado o Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, histórias como a de Ildeny ajudam a lançar luz sobre um movimento em curso no Maranhão. Com mais de 57 mil indígenas, de acordo com dados do IBGE, o estado tem visto crescer iniciativas que articulam geração de renda e valorização cultural por meio do empreendedorismo.

Nesse cenário, o Sebrae tem atuado na identificação e no fortalecimento de oportunidades alinhadas às realidades dos territórios indígenas.



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