
O grupo de alimentos e bebidas voltou a exercer a maior pressão sobre a prévia da inflação oficial do país em abril. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,43% no mês, após registrar alta de 0,64% em março, informou nesta sexta-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Apesar da perda de ritmo do índice geral, os preços de alimentos e bebidas subiram 1,14% em abril, sendo o grupo com maior impacto no resultado. Sozinho, o segmento respondeu por 0,25 ponto percentual da taxa total de inflação no período.
Entre os principais itens que pressionaram os preços estão produtos básicos da alimentação do brasileiro. O tomate liderou as altas, com avanço expressivo de 32,67%, seguido pelo café moído (6,73%) e pelo leite longa vida (2,44%).
De acordo com análise da Companhia Nacional de Abastecimento, a elevação no preço do tomate está diretamente relacionada a fatores climáticos e à redução da oferta. Em relatório divulgado em abril, o órgão apontou que a proximidade do fim da safra de verão contribuiu para a escassez do produto em algumas regiões produtoras.
“A proximidade do final da safra de verão provocou esse comportamento, com algumas áreas com escassez de tomate em ponto de colheita. A oferta em março foi 3,3% inferior à de fevereiro”, informou a Conab.
Além disso, condições climáticas adversas, como calor intenso e chuvas frequentes no campo durante o primeiro trimestre, prejudicaram o desenvolvimento das lavouras, impactando diretamente a produtividade e, consequentemente, os preços ao consumidor.
Mesmo com a desaceleração do índice geral, o desempenho dos alimentos segue como um dos principais desafios para o controle da inflação, especialmente por afetar diretamente o custo de vida das famílias