O volume de chuvas na bacia do Rio Acre tem impactado diretamente no aumento do nível do manancial em Rio Branco. De acordo com o monitoramento da Defesa Civil Municipal, o manancial atingiu a marca de 10,73 metros na medição das 9h, apresentando uma tendência de subida contínua, e se mantendo acima da cota de atenção, que é de 10 metros.
O aumento é reflexo direto das fortes chuvas que atingiram a capital nas últimas 24 horas, somadas ao grande volume de água vindo das cabeceiras do rio, no interior do estado.
Em entrevista ao portal A GAZETA, o coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que o protocolo de segurança foi intensificado. “O nosso monitoramento é constante, 24 horas todo dia; seja alto, seja baixo, a gente faz. Quando o rio passa dos dez metros, a gente deixa o boletim público de três em três horas”, afirmou.
Segundo o coordenador, a situação em Brasiléia é o principal fator de alerta para a capital no momento, já que naquela região o rio subiu 3,73 metros em apenas um dia. Com o fluxo de água descendo do Alto Acre, a previsão é que o nível em Rio Branco continue a subir.
“Não deve chegar na cota de alerta, mas aumenta um pouco mais. Deve ultrapassar a marca dos 11 metros agora”, detalhou Falcão.
Atualmente, a capital trabalha com a cota de alerta fixada em 13,50 metros e a de transbordo em 14 metros. Somente nas últimas 24 horas, Rio Branco registrou um acumulado de chuva de 37,8 milímetros.
O tenente-coronel também chamou a atenção para o comportamento atípico do clima neste ano. Para ele, o volume de chuvas observado em abril foge do usual quando analisado o contexto desde o final de 2025. “Tudo o que tem acontecido este ano está fora do usual. As circunstâncias deste ano estão sendo bem atípicas mesmo”, pontuou.
A previsão meteorológica indica que o estado deve continuar sob o efeito de instabilidades nos próximos dias. “Nós temos tendência de chuva pelo menos até o final do mês, ou seja, durante a semana que vem inteira. A tendência é que a semana continue com chuvas, e elas devem começar a cessar a partir do início de maio”, concluiu o coordenador, alertando que, após esse período, o Acre deve iniciar o ciclo de estiagem.