"Nossas leis são frouxas; só prisão perpétua e pena de morte"…



“Não sou a mesma pessoa. Hoje eu não consigo viver, eu estou sobrevivendo”. Essas foram as palavras da servidora pública Suellen de Alencastro Arruda, de 41 anos, que, há um ano, teve a filha assassinada de forma brutal dentro de casa, em Cuiabá.
 

Infelizmente, as nossas leis são muito frouxas. […] O homem está romantizando o feminicídio

Heloysa Maria de Alencastro Souza, de 16 anos, foi morta no dia 22 de abril de 2025, após ter a casa invadida no bairro Morada do Ouro.
 
O corpo da jovem foi encontrado horas depois, amarrado e com diversas lesões, em um poço de água, no bairro Ribeirão do Lipa.
 
O ex-servidor do Estado Benedito Anunciação de Santana, de 41 anos, ex-companheiro de Suellen, e o filho dele, Gustavo Benedito Junior Lara de Santana, de 19, estão presos acusados do crime e serão submetidos a júri popular. Dois adolescentes foram apreendidos por participação e respondem por ato infracional.
 
Suellen disse ter transformado seu luto em luta para fazer justiça por Heloysa, o que, para ela, só seria possível por meio de prisão perpétua ou pena de morte.
 
“Continuar seguindo para fazer justiça pela memória dela e não deixar que ela seja somente uma estatística de feminicídio, assim como outras pessoas. Não estou aqui somente para falar como mamãe da Heloysa, mas para dar voz a ela e, de alguma forma, levar o meu depoimento aos governantes, a quem cria projetos de lei, para que criem leis mais rigorosas”, afirmou.
 

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Heloysa Maria, de 16 anos, que foi morta em…



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