Nesta sexta-feira (24/04), a Polícia Federal (PF) deu um duro golpe em esquemas criminosos que causavam prejuízos aos cofres públicos federais. Agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em Teresina (PI), focando em dois núcleos distintos de fraude documental e financeira que operavam na capital piauiense.
Núcleo 1: A “Fábrica” de CPFs na Receita Federal
A investigação da operação Fraud II revelou que um grupo criminoso oferecia o serviço de criação de identidades inexistentes. O esquema funcionava assim:
Falsificação: Utilizavam documentos públicos falsos;
Biometria: Manipulavam dados biométricos para registrar novos CPFs junto à Receita Federal;
Venda: O serviço era vendido para terceiros, possivelmente para a prática de outros crimes com identidades “limpas”.
Núcleo 2: Golpes no Consignado da Caixa
Já a operação Fraud III mirou uma fraude financeira direta contra a Caixa Econômica Federal.
Modus Operandi: O grupo usava contracheques e documentos adulterados de supostos servidores públicos municipais.
Correspondente Bancária: Uma das investigadas atuava como correspondente bancária facilitando a contratação dos empréstimos e, segundo a PF, retinha a maior parte do lucro criminoso.
Com informações do Metrópoles.
Perícias e Crimes
As investigações tiveram início após alertas de segurança da própria Receita Federal. Perícias documentais confirmaram as irregularidades nas assinaturas e dados apresentados.
Os suspeitos agora respondem por uma série de crimes graves:
Falsificação de documento público;
Uso de documento falso;
Estelionato contra entidade pública.
A Polícia Federal continua analisando o material apreendido nos imóveis para identificar outros beneficiários dos esquemas e o valor total do prejuízo causado às instituições.