O ex-governador Mauro Mendes (União) disse se arrepender de “não ter brigado mais” com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para obter a estadualização do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, e transformar o local em um importante atrativo turístico.

Briguei muito, mas deveria ter brigado mais
“Não ter brigado mais com aquele Governo Federal, para que ele passasse para nós o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, que iria começar um processo de transformação em um dos maiores potenciais turísticos do Brasil”, disse ao apresentador Lucas Orione, do programa “Pongó News”, na Rádio Capital de Cuiabá, nesta quinta-feira (23), ao ser questionado sobre um arrependimento.
“Briguei muito, mas deveria ter brigado mais”, reforçou.
Durante sua gestão, Mendes e sua equipe da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) tiveram diversas reuniões e formalização de uma proposta junto ao Governo Federal para obter a transferência do parque para o Governo de Mato Grosso.
A proposta de Mendes era investir cerca de R$ 200 milhões no parque para promover e desenvolver o turismo e a infraestrutura do local. A gestão seria feita pela MT Par, mas foi impedido por uma decisão da Justiça no processo de negociação proposta pelo ex-governador.
A concessão do parque foi vencida pela concessionária Parques Fundo de Investimento em Participações (Parques FIP), com investimento de R$ 19 milhões em 30 anos.
Luta pelo parque
Em sua renúncia como governador no final de março, ao falar com a imprensa na Assembleia Legislativa, ele já havia lamentado não ter conseguido o objetivo, mesmo após lutar durante dois anos pela estadualização do parque.
“Eu lutei muito para trazer o parque para o Estado de Mato Grosso. Tenho certeza de que teríamos hoje grandes equipamentos, junto com a Salgadeira e outras melhorias”, disse na ocasião. “Saio com muita tristeza de não ter conseguido”, desabafou.
O parque, de propriedade da União, é uma unidade de conservação e um dos principais pontos turísticos da região metropolitana de Cuiabá. Possui 32.630 hectares no Cerrado brasileiro e abriga nascentes de alguns dos maiores rios do país, como o Paraguai, o Araguaia e o São Francisco.
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