Grupo rendeu família e usou carro roubado para executar comerciante


Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já apreenderam o automóvel usado no ataque que resultou na morte do comerciante Kennis Alves Lustosa Lopes, o “Fortaleza”, de 45 anos, na noite de quarta-feira (22), na Rua Milton Maciel, na Vila Santa Cecília, na BR-364, sentido Porto Velho, em Rondônia.

O veículo passou por perícia na manhã desta quinta-feira (23) na sede da Divisão Especial de Investigações Criminais (DEIC). O carro havia sido roubado momentos antes do ataque por um grupo de seis pessoas que invadiu uma residência na Cidade do Povo, onde rendeu um taxista e sua esposa. Os dois ficaram em cárcere privado, vigiados por parte do bando, enquanto três integrantes saíam no veículo para cometer o crime.

De acordo com o apurado pelos investigadores da DHPP, cerca de 20 minutos antes do ataque, o grupo armado invadiu a casa do taxista. Três membros foram direto à Sorveteria e Mercearia Lustosa, na Vila Santa Cecília. Kennis Lustosa tentou escapar pela Rua Milton Maciel, mas foi alcançado e morto com vários tiros disparados a queima-roupa, conforme a perícia. Após a execução, os atiradores contataram os comparsas, que liberaram o taxista e a esposa e abandonaram o veículo, logo localizado pela polícia.

Segundo a Polícia Civil, Kennis Alves Lustosa Lopes tinha ligações com o crime organizado, o que pode ter motivado a execução. Em 5 de abril do ano passado, ele foi preso junto com outras seis pessoas, entre elas Francisco Gleison de Souza Nunes, o “Nenen”, apontado como principal liderança do Bonde dos 13 da Cidade do Povo. Apenas “Nenen” e outro integrante do grupo permaneceram presos.

Durante o dia, o delegado responsável pelo inquérito ouviu diversas testemunhas. Paralelamente, investigadores da DHPP voltaram à Vila Santa Cecília em busca de novas pistas, incluindo imagens de câmeras de monitoramento da região que podem auxiliar na elucidação do crime.​​​​​​​​​​​​​​​​



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