Após a paralisação total do transporte coletivo que deixou a capital sem ônibus na quarta-feira, 22, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmou nesta sexta-feira, 24, que a prefeitura avalia medidas emergenciais, incluindo a possibilidade de substituição da empresa responsável pelo serviço.
A declaração ocorre após a publicação do Decreto nº 782, que estabeleceu situação de emergência no sistema por 60 dias e autorizou a intervenção direta do município para evitar novas interrupções.
Segundo o prefeito, a prioridade é garantir o atendimento à população, que depende diariamente do transporte público. “O nosso olhar sempre vai ser, em primeiro lugar, para a população, olhar para a necessidade desses serviços todos e melhorar”, declarou.
Crise e paralisação total
O sistema entrou em colapso na quarta-feira, 22, quando 100% da frota deixou de circular devido a atrasos salariais e outros problemas trabalhistas envolvendo a empresa Ricco Transportes. A paralisação afetou milhares de usuários e expôs a fragilidade do serviço na capital.
Os ônibus voltaram a circular na quinta, 23, após acordo que garantiu o pagamento de salários e benefícios aos trabalhadores.
Intervenção e medidas emergenciais
Com o decreto em vigor, a prefeitura passou a ter autorização para assumir total ou parcialmente a operação do sistema, além de contratar, em caráter emergencial, outras empresas sem necessidade imediata de licitação.
Bestene afirmou que essa possibilidade está sendo considerada. “Dentro do decreto emergencial, algumas ações podem acontecer, desde uma nova empresa, de forma emergencial, estar assumindo”, disse.
Ele também destacou que, em caso de descumprimento contratual, medidas mais rigorosas poderão ser adotadas. “Caso isso seja descumprido, a gente vai tomar medidas que possam vir substituir”, afirmou.
De acordo com o prefeito, a prefeitura trabalha com um prazo entre 30 e 60 dias para implementação das ações previstas no decreto.
“Nós estamos aí num prazo de 30 a 60 dias, dentro do decreto emergencial, para que essas medidas sejam tomadas”, disse.
A gestão municipal informou que mantém diálogo com a empresa e com representantes dos trabalhadores, buscando evitar novas paralisações. “A gente tem sentado na mesa, sim, com a Ricco e com os sindicatos”, afirmou o prefeito, acrescentando que o objetivo também é garantir os direitos dos funcionários.
Bestene disse ainda que tem acompanhado a situação de perto, com visitas a comunidades e ao Terminal Urbano. “Tenho ido ouvir a população no que a gente pode melhorar”, declarou.
Licitação segue indefinida
Enquanto medidas emergenciais são discutidas, a solução definitiva para o sistema ainda depende da licitação do transporte público, que segue suspensa para análises técnicas.
Segundo o prefeito, o processo deve ser retomado após ajustes. “É um certame complexo, de longo prazo, e foi suspenso para responder questionamentos, mas deve voltar em breve”, afirmou.