Suíça – Uma mulher britânica de 56 anos decidiu viajar para a Suíça com o objetivo de encerrar a própria vida em uma clínica especializada em suicídio assistido, mesmo sem diagnóstico de doença grave. O caso voltou a gerar discussões sobre os aspectos legais e éticos desse tipo de procedimento em países europeus.

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Wendy Duffy embarcou em uma viagem só de ida após ter o pedido aceito por uma instituição suíça autorizada a realizar o procedimento dentro das regras locais. Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, ela afirma que refletiu sobre a decisão por mais de um ano.
A britânica relatou que a escolha foi motivada pela morte do filho único, Marcus, que faleceu aos 23 anos após se engasgar enquanto dormia. Desde então, segundo ela, não conseguiu retomar o sentido da vida, mesmo após tratamentos e acompanhamento médico.
Meses após a perda, Wendy também teria tentado suicídio com overdose de medicamentos e precisou ser internada em estado grave. Agora, afirma buscar uma despedida planejada e sem impacto traumático para outras pessoas.
Regras rígidas na Suíça
A clínica responsável exige diversas etapas antes da autorização final, incluindo avaliações médicas, análise documental e consultas presenciais para confirmar a capacidade mental do paciente e a ausência de pressão externa.
Segundo a instituição, Wendy atende aos critérios estabelecidos pela legislação suíça. O procedimento ocorre por meio da ingestão voluntária de medicamento administrado pelo próprio paciente.
Debate internacional
A decisão reacende discussões sobre suicídio assistido, permitido em alguns países sob regras específicas. O tema divide opiniões entre defensores da autonomia individual e grupos que alertam para riscos éticos e sociais.
Wendy também afirmou ter escolhido a música que deseja ouvir no momento final e pretende se despedir da família por telefone ao chegar à Suíça.