Manaus – Um vídeo que circula nas redes sociais tem emocionado internautas ao relembrar a trajetória de Maria das Dores Santana, carinhosamente conhecida como Dadá, figura marcante no Centro de Manaus. Ela nasceu com uma condição rara que a deixou sem braços e sem pernas.

(Foto: Reprodução)
As imagens resgatam momentos em que Dadá aparecia pintando seus quadros em vias movimentadas da região central, chamando a atenção de quem passava não apenas pela arte, mas também por sua história de vida.
As pessoas que caminhavam pela avenida Sete de Setembro, pelo entorno da Caixa Econômica e da Igreja de Nossa Senhora Aparecida certamente se lembram da presença de Dadá.
Natural do Maranhão, Dadá cresceu em uma família humilde, ao lado de seis irmãos. Sua história, segundo relatos, sempre foi marcada pela fé e pela resistência.
Aos 19 anos, teve o único filho, Hélio. Já na década de 1990, mudou-se para Manaus, onde passou a viver com o filho e um irmão de criação.
Mesmo diante das limitações físicas, encontrou na arte uma forma de sustento e dignidade. Ela aprendeu a desenhar com a boca, técnica que utilizava para produzir quadros que sensibilizavam moradores e visitantes do Centro.
Mais do que doações, Dadá fazia questão de oferecer seu trabalho, recusando qualquer sentimento de pena. Com o passar dos anos, no entanto, problemas dentários comprometeram sua capacidade de continuar pintando.
Conhecida também pela forte religiosidade e devoção à Nossa Senhora Aparecida, Dadá também era apaixonada por futebol e torcedora declarada do Flamengo.
Maria das Dores Santana faleceu em 2018, aos 62 anos, após dar entrada no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto com pneumonia e sofrer uma parada cardíaca.
Mesmo após sua morte, a história de Dadá segue viva na memória de quem conviveu com ela e agora ganha novo alcance com a repercussão do vídeo.
Veja vídeo: