A liderança indígena, o músico Mapu Huni Kuin utilizou suas redes sociais, nesta segunda-feira, 20, para registrar um reencontro com o DJ Alok, um dos maiores nomes da música eletrônica mundial. Na publicação, Mapu expressou sua satisfação em rever o parceiro de caminhada, utilizando a saudação tradicional “Epa kuxipa shabaweikiki” e adiantando que novos projetos estão por vir.
O tom de celebração na legenda, que prometia novidades para o público, rapidamente despertou a atenção para a continuidade de uma colaboração que já rendeu frutos significativos para a visibilidade dos povos originários.
A relação entre Mapu e Alok não é recente e está profundamente enraizada no projeto “O Futuro é Ancestral”, iniciativa do DJ que busca fundir os cantos tradicionais indígenas com a produção musical contemporânea. Mapu Huni Kuin teve participação fundamental na construção desse álbum, que incluiu a gravação de músicas que levam a voz e a ancestralidade do povo Huni Kuin para as paradas de sucesso. Essa parceria já levou a liderança acreana a palcos de prestígio internacional, como a sede da ONU em Nova York, onde se apresentaram juntos para alertar o mundo sobre a urgência da preservação ambiental e o respeito aos guardiões da floresta.
Além da esfera musical, a conexão entre os dois artistas estende-se ao apoio social e institucional. Alok, por meio de seu instituto, tem sido um colaborador frequente de causas defendidas por Mapu no Acre, incluindo o suporte ao Centro Huwã Karu Yuxibu. O espaço, fundado por Mapu, é um polo de resistência cultural, focado na cura, no reflorestamento e na transmissão de saberes ancestrais para as novas gerações e para visitantes de todo o mundo. A presença de Alok como um aliado estratégico tem ajudado a amplificar essas vozes, transformando a música em uma ferramenta de conscientização política e ambiental.
O novo anúncio sugere que a dupla deve seguir explorando a interseção entre a tecnologia e a tradição. Embora os detalhes do próximo projeto ainda sejam mantidos em sigilo, o histórico da parceria indica uma produção que deve seguir a linha do impacto global com essência amazônica.