As forças de segurança do Acre estão em alerta e monitoram as buscas por um homem de 25 anos apontado como autor de um ataque violento dentro da própria casa, em Boca do Acre (AM), na divisa entre o Amazonas e o Acre, que terminou com dois irmãos mortos a facadas, além de outras vítimas feridas na madrugada da segunda-feira (20). Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre, a medida busca ampliar a vigilância na região para prevenir uma eventual fuga do suspeito para o estado.
De acordo com as informações divulgadas em jornais do Amazonas, o agricultor Renildo da Silva Pimentel, suspeito do crime, teria chegado à residência sob efeito de álcool e drogas, sendo flagrado abusando sexualmente de uma sobrinha de 7 anos quando foi surpreendido por Francisco da Silva Pimentel, de 36 anos, que tentou intervir e acabou sendo atacado a golpes de terçado. Em seguida, Flaviana da Silva Pimentel tentou defender o irmão que foi derrubado por Renildo e também foi morta. A própria mãe do acusado, de 60 anos, foi atacada por sufocamento, mas sobreviveu ao ataque. Além da criança que supostamente teria sido alvo do abuso, outra chegou a ser levada à força durante a fuga e posteriormente abandonada em uma área de mata. O autor do crime segue foragido numa das maiores operações de busca já registradas no Amazonas.
Diante da repercussão e da proximidade territorial, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) informou ao ac24horas na tarde desta terça-feira (21) que passou a monitorar o caso e adotou medidas preventivas, mesmo sem ter sido oficialmente acionada pelas autoridades do Amazonas. Segundo o órgão, até o momento não houve pedido formal de apoio, mas assim que tomou conhecimento da ocorrência, foi iniciada uma mobilização integrada entre as forças de segurança acreanas.
Foram emitidos alertas e difusões internas para unidades da Polícia Militar do Acre e da Polícia Civil do Acre, tanto em Rio Branco quanto em municípios do interior, especialmente nas áreas próximas à fronteira. O objetivo, segundo a SEJUSP, é ampliar a vigilância e contribuir para a localização e eventual prisão do suspeito, caso ele tente cruzar para o território acreano.