Jovem ignora “pele seca no seio” e descobre câncer meses depois


Quando Maddie Squire percebeu que a pele de um dos seios estava seca e descamando, ela não achou que fosse algo sério. Na época com 25 anos, acreditou que fosse apenas uma irritação na pele.

A jovem conta que pensou se tratar de uma assadura ou ressecamento comum e decidiu usar um hidratante. Mesmo assim, a alteração persistiu por cerca de um mês. Como não sentia dor e não tinha histórico familiar de câncer, Maddie não imaginava que pudesse ser algo mais preocupante.

Tudo mudou em abril de 2025, quando ela percebeu algo diferente ao tocar a região. “Eu encontrei um caroço e pensei que precisava procurar um médico, porque aquilo não iria desaparecer sozinho”, diz, em entrevista à People.

A partir desse momento, ela decidiu procurar atendimento médico em um hospital de Boston, nos Estados Unidos.

Primeira suspeita não era câncer

Após a consulta, os médicos inicialmente acreditaram que o problema poderia ser um abscesso ou algum tipo de infecção. Um ultrassom foi realizado e Maddie recebeu antibióticos para tratar a possível inflamação.

Mesmo após completar o tratamento, porém, o nódulo continuava no mesmo lugar. “Quando voltei, o caroço não tinha desaparecido. Continuava exatamente igual”, conta.

Durante o retorno ao hospital, uma radiologista sugeriu que fosse feita uma biópsia para investigar melhor o caso.

“Ela disse que não acreditava que fosse câncer de mama, mas queria descartar essa possibilidade”, lembra Maddie.
A biópsia foi realizada no mesmo dia. O prazo inicial para receber o resultado era de cinco a sete dias úteis. No entanto, apenas dois dias depois, Maddie recebeu uma notificação com o resultado do exame. “Eu entrei no portal do hospital e vi que estava escrito carcinoma ductal invasivo”, conta.

Diagnóstico e início do tratamento

O diagnóstico confirmou que Maddie tinha carcinoma ductal invasivo, o tipo mais comum de câncer de mama. O tumor era positivo para hormônios como estrogênio e progesterona e negativo para HER2.

Apesar do susto inicial, ela relata que se sentiu acolhida pela equipe médica e aliviada por ter sido atendida rapidamente. “Todo o processo, desde que encontrei o nódulo até o diagnóstico, levou cerca de quatro semanas”, diz.

Após o diagnóstico, Maddie passou por uma série de exames para avaliar se o tumor havia se espalhado para outras regiões do corpo. A ressonância magnética mostrou que o tumor era pequeno, mas exames posteriores indicaram que havia células cancerígenas em linfonodos.

Em junho de 2025, menos de um mês após a confirmação da doença, ela foi submetida a uma mastectomia bilateral.

Tratamento intenso e novos planos

Depois da cirurgia, Maddie iniciou um tratamento que incluiu quimioterapia e radioterapia. O protocolo foi iniciado em julho de 2025 e se estendeu ao longo de vários meses. “Comecei a quimioterapia em julho e fiz oito sessões. Durou cerca de três meses”, conta.

Em seguida, ela passou por 16 sessões de radioterapia antes de iniciar o tratamento hormonal em janeiro de 2026.

Como o tumor é sensível a hormônios, o objetivo da terapia é reduzir a produção de estrogênio e progesterona no organismo para impedir que possíveis células cancerígenas voltem a se desenvolver.

Além disso, Maddie também participa de um estudo clínico que avalia o uso de um medicamento chamado ribociclib, utilizado para bloquear sinais que estimulam o crescimento de células cancerígenas. Segundo ela, participar da pesquisa tem um significado importante em sua trajetória.

“Minha vida é prova de que a pesquisa sobre câncer funciona. Estou feliz em poder contribuir de alguma forma”, afirma.

Por Metrópoles



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