A área de exploração madeireira no Acre caiu 49% entre agosto de 2023 e julho de 2024, totalizando cerca de 5,3 mil hectares, de acordo com dados do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), desenvolvido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
O levantamento também aponta que, no período analisado, toda a atividade registrada ocorreu dentro da legalidade, sem identificação de exploração ilegal. O resultado indica avanço no controle ambiental e no cumprimento das normas que regulam o setor.
Segundo o estudo, a atividade ficou concentrada principalmente em imóveis rurais privados regularizados, o que demonstra uma mudança no padrão da exploração florestal no estado. A tendência é atribuída ao fortalecimento das ações de fiscalização e ao uso de tecnologias de monitoramento por satélite, que permitem identificar áreas de manejo com maior precisão.
Os dados dialogam com indicadores recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostram que o desmatamento no Acre ficou abaixo da meta estabelecida em planejamento estadual, reforçando o cenário de maior controle sobre os recursos naturais.
Historicamente, a exploração madeireira no estado apresenta variações ao longo dos anos, com períodos de crescimento e retração. No cenário atual, a combinação entre redução da área explorada e maior conformidade legal aponta para um modelo considerado mais sustentável sob os aspectos ambiental e econômico.
O Simex utiliza imagens de satélite associadas a análises técnicas para mapear áreas de exploração na Amazônia Legal, fornecendo dados que auxiliam órgãos de fiscalização e ampliam a transparência em uma região marcada por pressões relacionadas à exploração irregular.