Caipira e metódico…



Corre à boca pequena no meu ecossistema familiar que eu seria um velho metódico.
 
Tudo começou, eu acho, pela observação do meu hábito “quase secular” de dormir e acordar sempre à mesma hora e de ler, sentado na mesma poltrona, o jornal impresso que recebo em casa todos os dias.
 
É verdade que desenvolvi outras manias durante a vida. Entre elas o hábito de ir ao escritório diariamente (primeiro dia do ano, carnaval, sexta-feira santa, feriados, dias santos ou natal) e lá ler os jornais digitais que assino e os sites de notícias. Mas é pouco, os leitores hão de concordar, para justificar esta depreciativa classificação.
 
Não nego que tenho outros horários fixos: às dez da manhã subo 60 degraus e, sentando-me no mesmo lugar tomo um café sem açúcar e como dois pães de queijo (nunca um ou três). À tarde — às 16 horas — repito a subida dos mesmos lances de escada, agora para tomar um café.
 
Pode ser que essas recorrências acrescidas de algumas outras, deem munição para me chamarem de metódico. Mas de Velho Metódico? “Agora, que que êsse?” Eu só tenho 79 anos. Sou tão moderno que na semana passada aprendi, com minhas netas, a “farmar aura”.
 
Dizem também os mesmos fuxiqueiros que sou um caipira que não viaja nunca, o que não é verdade: nos últimos 40 anos fiz três viagens.
 
Mas elas ultimamente têm me dado boas alegrias. Nesta semana mesmo fiquei muito feliz…



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