Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz se bloqueio dos EUA persistir


O Estreito de Ormuz voltou ao centro de uma crise global nesta sexta-feira (17), com o Irã ameaçando interromper o fluxo de navios caso o bloqueio naval dos Estados Unidos continue. Segundo a Agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária (CGRI), o fechamento do canal impactaria diretamente a comercialização de um quinto de todo o petróleo produzido no mundo. Para as autoridades iranianas, a permanência de navios de guerra americanos em posições estratégicas no Oceano Índico constitui uma violação direta do acordo de cessar-fogo vigente.

O impasse ocorre após o presidente Donald Trump declarar que o bloqueio naval contra os portos iranianos permanecerá em vigor até que as negociações diplomáticas sejam concluídas com sucesso. O anúncio dos EUA veio na esteira do fracasso das conversas de paz realizadas no Paquistão no último fim de semana. Trump afirma que a medida é necessária para garantir que Teerã não utilize recursos das exportações para financiar atividades hostis, enquanto o Irã condiciona a reabertura plena do estreito à retirada de forças estrangeiras e ao fim das restrições comerciais.

Apesar da rigidez do bloqueio americano, a empresa de rastreamento marítimo Kpler informou que três petroleiros iranianos, carregando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, conseguiram deixar o Golfo Pérsico nesta semana. O episódio coloca em xeque a eficácia total do cerco naval e aumenta a pressão sobre a Casa Branca para uma resolução diplomática. Enquanto isso, o Irã impõe regras rígidas para a navegação no estreito, exigindo que embarcações de países considerados hostis sejam proibidas de atravessar sem coordenação direta da Guarda Revolucionária.

A estabilidade na região também está atrelada ao cenário no Líbano. O cessar-fogo dos ataques de Israel em território libanês, determinado por Trump após exigências iranianas, foi um dos pilares que permitiram a manutenção parcial do tráfego em Ormuz até o momento. No entanto, com as ameaças de Teerã de retomar o fechamento total, os preços globais de energia voltaram a oscilar, refletindo o temor de um desabastecimento em larga escala caso a principal artéria do petróleo mundial seja bloqueada definitivamente.

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